Carioca, morador do subúrbio da zona Norte do Rio de Janeiro. Trabalha como fotógrafo documentarista e desenvolve projetos autorais no campo da arte contemporânea. Acredita na fotografia como forma de expressão ativista e crítica, daí sua busca em estabelecer um diálogo entre fotografia e questões sociais, sobretudo no que diz respeito ao olhar sobre a cidade.

Formado em Gravura pela Escola de Belas Artes/UFRJ, em fotografia pela Escola de Fotógrafos Populares, projeto criado por João Roberto Ripper, pós-graduado com especialização em fotografia e imagens pela Universidade Cândido Mendes e mestre em linguagens visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes/UFRJ. 

Fez parte do Programa Imagens do Povo, agência fotográfica e centro de documentação e pesquisa situada no conjunto de favelas da Maré, Rio de Janeiro. Participou também do coletivo Favela em Foco e dos projetos Tem Morador e Folia de Imagens, atualmente é integrante do coletivo Fotografia Periferia e Memória. Desde 2018 escreve sobre fotografia popular para o blog do Ateliê oriente (http://www.atelieoriente.com/blog)

Os temas centrais de seus projetos autorais e documentações fotográficas são território, cultura e direito à cidade. Com particular interesse em mobilidade urbana, violência policial e direito à moradia. Colabora com publicações impressas e eletrônicas, no Brasil e no exterior, através de fotos e matérias sobre direitos humanos.

Marcia Mello / Curadora "Para Luiz Baltar, fotografar a cidade não é apenas o resultado de pesquisa estética. Para esse fotógrafo engajado com as causas sociais que o cercam, fotografar tem sido uma forma de atuação junto aos territórios onde vive, trazendo questões relevantes de dentro dos locais onde circula: centro, zona norte e periferia do Rio de Janeiro, espaços pouco representados e distantes dos símbolos icônicos que marcam internacionalmente a imagem o Rio de Janeiro. Seus registros resignificam espaços urbanos estigmatizados e evidenciam uma cidade ao mesmo tempo reativa e colaborativa.

Ganhador dos principais prêmios de fotografia do ano de 2015 (Prêmio Conrado Wessel e Prêmio Brasil), o percurso de Luiz Baltar inicia-se na Escola de Fotógrafos Populares da Maré oito anos antes. Seu trabalho singulariza-se quando começa a documentar seu caminho de casa para o trabalho - com o celular - todos os dias de dentro do ônibus. Nas etapas seguintes, esse trajeto é compilado numa única imagem em formato panorâmico sem a preocupação de refazer de forma literal os locais por onde passa. A série FLUXOS incorpora repetições e cria espaços inusitados em preto e branco. Dessa forma, abre janelas para espaços e tempos alternativos sem perder as principais referências da cidade. A paisagem vista por quem transita nas vias expressas é redesenhada através do ritmo obtido, uma crônica visual do cotidiano de muitos cariocas.

Baltar faz de sua arte um movimento em que o pensar e o sentir se integram no olhar, deslocando nossos sentidos e nossas experiências. Propõe um novo modo de olhar a cidade para compreendê-la em sua dimensão alteritária onde cada existência humana é única e singular ao mesmo tempo em que é plural e coletiva."


Carioca, vive en la zona norte de Río de Janeiro. Trabaja como fotógrafo documental y desarrolla proyectos de autor relacionados al arte contemporáneo. Para Luiz, la fotografía es una forma de expresión activista y crítica donde busca proponer un diálogo entre la fotografía y los problemas sociales, sobre todo en respeto a la visión crítica de mirar hacia la ciudad. 

Licenciado en Grabado por la Escuela de Bellas Artes/UFRJ; en fotografía por la Escuela de Fotógrafos Populares, el proyecto creado por João Roberto Ripper, posgraduado con especialización en fotografía e imágenes por la Universidad Cândido Mendes y cursante de máster del Programa de Posgraduación en Artes Visuales de la Escuela de Bellas Artes/UFRJ.

Participó del Programa Imágenes del Pueblo, (Imagens do Povo), una agencia fotográfica y centro de documentación e investigación situado en el conjunto de favelas de Maré, en Río de Janeiro. También participó del colectivo Favela em Foco y en los proyectos Aquí vivimos (Tem Morador) y Fiesta de Imágenes (Folia de Imagens). Desde 2018 escribe sobre fotografía popular para el blog Ateliê oriente (http://www.atelieoriente.com/blog).

Los aspectos centrales de sus proyectos de autor y documentación fotográfica son el territorio, la cultura y el derecho a la ciudad. Sobre todo, interés en la movilidad urbana, la violencia policial y el derecho a la vivienda. Es colaborador de diversos medios impresos y electrónicos, tanto en Brasil como en el extranjero, a través de fotografías y artículos sobre derechos humanos.

Marcia Mello / Curadora "Para Luiz Baltar, fotografiar a la ciudad no es solamente el fruto de una investigación estética. Para este fotógrafo empeñado en las luchas sociales que lo rodean, fotografiar ha sido una forma de acción junto a los territorios donde vive, trayendo temáticas relevantes por los lugares donde circula: el centro, la zona norte y la periferia de Río de Janeiro, espacios poco representados y alejados de los íconos que marcan internacionalmente la imagen de Río de Janeiro. Sus registros fotográficos resitúan los espacios urbanos estigmatizados y muestran una ciudad que es a la vez reactiva y colaborativa.

Ganador de los premios más importantes de fotografía del 2015 (Premio Conrado Wessel y Premio Brasil), la trayectoria de Luiz Baltar comenzó hace ocho años en la Escuela de Fotógrafos Populares de la Maré. Su trabajo se convierte en algo único cuando comienza a documentar su camino de casa hacia el trabajo -con un teléfono móvil- todos los días desde dentro del autobús. En las próximas secuencias, este viaje se resume en una sola imagen en forma panorámica, sin la preocupación de volver a recorrer literalmente los lugares por los que pasa. La serie FLUXOS incluye repeticiones y crea espacios extraordinarios en blanco y negro. Así, se abren ventanas hacia espacios y tiempos alternativos sin olvidar los referentes principales de la ciudad. El paisaje visto por los que transitan por las autopistas es rediseñado a través del ritmo conseguido, una crónica visual de la vida cotidiana de muchos cariocas.

Baltar hace que su arte sea un movimiento en el que el pensamiento y el sentimiento se integran en la mirada, desplazando nuestros sentidos y nuestras experiencias. Propone una nueva forma de mirar a la ciudad para entenderla en su dimensión de alteridad, donde cada expresión humana es única y singular al mismo tiempo que es plural y colectiva".


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